Eu sou simplesmente fã de Blade Runner. É um puta de um filme. Harrison Ford manda muito bem no papel de Deckard e, Hutger Rauer simplesmente da uma aula de atuação. Além disso, a filosofia de “quanto tempo é suficiente” sempre permeou e sempre permeará a humanidade. Os androides programados para viver 3 anos querem viver mais. Precisam de mais tempo. Acho que todo mundo concordaria que 3 anos é pouco, mas quanto tempo é muito? 60? 80? 100? Imortalidade?

               O filme não é o primeiro a pensar nisso, esse é um dos temas que mais assolam a humanidade. Voltaire, em “micromos” faz uma belíssima alusão à essa temática. Mas o clima futurista, a estética noir, a beleza singular de Sean Young e o discurso final de Roy Batty, o personagem de Hutger Hauer, transformam o filme em um clássico. Quem aí gostar de Cowboy Beebop vai reconhecer que o filme influenciou muito a estética do Anime.

               O final do filme é perfeito. E, desde seu lançamento em 1982, os produtores conseguiram resistir à tentação de fazer uma sequência. Mas a indústria do cinema está decadente. Precisa de mais dinheiro. Então em 2017,  Mais de 30 anos depois, saiu uma continuaçõa.

               Blade Runner 2049 é muito bom. Contrataram um grande elenco e, até mesmo o Jared Letto atuou bem. Mantiveram a estética Noir e conseguiram fazer um bom roteiro. O filme ficou muito bom e, não acho que tenha apagado o brilho do primeiro.

               Só que apaga parte do impacto do discurso final do Rutger Hauer. Além disso, ver Deckard solitário e decadente, tira um pouco da doçura do final do primeiro filme. No universo do filme, Androides tem vida curta. Todos nós sabemos disso. Não temos dúvida que Deckard viverá mais do que Rachael. Mas o segredo para termos finais felizes é saber onde terminar de contar a história. A história de todos nós acabará em demônios e poeira, devils and dust (música do springsteen, se não conhecem, ouçam). Só que, algumas vezes não precisamos ser lembrados disso. Blade Runner 2049, mostra, mais uma vez, que todos mentem, os mocinhos perdem, e o amor não triunfa no final. Apesar de 2049 ter um fim esperançoso, com o aguardado encontro entre pai e filha, o gosto do filme é amargo.

               Enfim, o segundo filme é bom. Se tiver uma continuação eu verei. Vou alimentar a indústria das sequências, à contragosto. Mas invejo os amantes do primeiro filme que não viveram para ver a continuação.

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